Uma criança de 3 anos foi entregue pela família paterna à avó materna no último fim de semana, em Cruz das Almas, no Recôncavo Baiano, com diversos sinais de agressão.
A mãe do menino, que não terá o nome revelado para preservar a identidade da vítima, afirma que só percebeu a situação ao reencontrar o filho e que não sabia das violências supostamente praticadas enquanto a criança vivia com o pai, em Salvador.
Segundo a mãe, ela havia permitido que o menino morasse temporariamente com o pai por dificuldades financeiras. “Eu pensava que estava tudo bem. Toda vez que eu perguntava, ele dizia que o menino estava se alimentando, que estava bem”, disse em entrevista.
De acordo com o relato, o pai levou a criança até a casa da avó materna, em Cruz das Almas, e deixou o local rapidamente. Ao ver o filho, a família percebeu marcas pelo corpo e sinais de desnutrição. A mãe afirma que vizinhos do pai relataram que o menino chorava com frequência e, em alguns momentos, teria sido deixado no relento.
A mulher acusa a madrasta da criança de praticar agressões físicas, como queimaduras, e afirma que o pai presenciava as situações sem reagir. “Quero justiça pelos dois. Ela agredia e ele não fazia nada”, disse. Ela também relatou à polícia suspeita de violência sexual, que será investigada. O menino passará por exame de corpo de delito.
A Polícia Civil confirmou que o caso é acompanhado pela Delegacia de Cruz das Almas, mas a investigação será conduzida por Salvador, onde os fatos teriam acontecido, no bairro Jardim Nova Esperança. Segundo a mãe, o pai e a madrasta deixaram a residência e estariam escondidos em Maragogipe, também no Recôncavo.
Alojuca

