Manoel Rocha Reis Neto, de 32 anos, psicólogo e mestrando da Universidade Federal da Bahia, morreu em Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo da Bahia, na terça-feira (17). Ele chegou a ser atendido pelo Samu, mas não resistiu.
O corpo foi sepultado em Amargosa, cidade natal dele, na mesma região. A cerimônia aconteceu na quarta-feira (18).
A Polícia Civil registrou a morte como suicídio.
Nesta quinta (19), a Ufba emitiu uma nota de pesar e se solidarizou com amigos e familiares do estudante, que tinha sido aprovado para o programa de mestrado da instituição no dia 29 de janeiro deste ano.
Manoel chegou a comemorar o fato nas redes sociais, com um longo texto sobre as dificuldades enfrentadas até a conquista. “Um velho-novo caminho começa”, escreveu.
A Ufba também destacou ainda que o baiano cursou psicologia no Centro de Ciências da Saúde da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); pós-graduação em Saúde da Família pelo programa de residência multiprofissional da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf); e foi aluno do Programa de Mobilidade Internacional da UFRB, no curso de Educação Social do Instituto Politécnico de Bragança (IPB), em Portugal.
Horas antes de morrer, Manoel Neto usou as redes sociais para fazer um relato de racismo, sofrido no Camarote Ondina, no circuito Dodô (Barra-Ondina), durante o carnaval de Salvador. Na ocasião, segundo o desabafo feito pelo psicólogo, um homem teria impedido sua passagem em um ponto da estrutura, gerando confusão.
Em nota, o Camarote Ondina manifestou pesar pela morte do cliente e se solidarizou com familiares, amigos e pacientes dele.
“Reafirmamos nosso compromisso inegociável com o respeito, a diversidade e o combate a qualquer forma de racismo e discriminação. O carnaval da Bahia é expressão da cultura negra, da pluralidade e da convivência, valores que norteiam a atuação do nosso espaço. Seguimos comprometidos em promover um ambiente de acolhimento, inclusão e celebração para todas as pessoas”, diz o posicionamento.
Via g1




