Samuel Junior denuncia perseguição religiosa contra pregador evangélico em Itabuna cometido pela prefeitura

Parlamentar cobra de Augusto Castro (PSD) ao afirmar que lei de poluição sonora não é aplicada com o mesmo rigor em outras situações, a exemplo de paredões ligados ao crime organizado.

O deputado estadual Samuel Junior (Republicanos) utilizou a tribuna da Assembleia Legislativa (ALBA), na última quarta-feira (10), para denunciar um episódio que classificou como perseguição religiosa ocorrido em Itabuna, no sul do estado. O caso envolve o pregador evangélico conhecido como ‘Moreno em Cristo’, que foi impedido por guardas municipais de exercer sua fé em uma praça pública.

Segundo relatos, os agentes da Guarda Civil Municipal arrancaram a caixa de som utilizada pelo pregador, enquanto ele recitava versículos bíblicos e entoava louvores, e não devolveram o equipamento. Em defesa da ação, o prefeito Augusto Castro (PSD) afirmou que o homem estaria descumprindo uma lei municipal referente ao controle de poluição sonora.

Para Samuel Júnior, porém, o argumento não se sustenta. O parlamentar destacou que a mesma rigidez não é vista em outros episódios de som alto no município, muitos deles, inclusive, ligados à criminalidade.

“Prefeito, esses guardas vão aos bares de Itabuna fechar os estabelecimentos que contrariam essa regra? Vão nos paredões, onde o tráfico de drogas usa como meio de fortalecer o crime? Se isso não ocorre, mais parece que vocês são aliados destas facções, é o que dá a entender”, criticou.

O deputado enfatizou ainda que o direito do pregador está garantido pela Constituição Federal, que assegura a liberdade individual para professar a fé, sem que isso represente desrespeito a outras crenças.

“O silêncio dos políticos de Itabuna e daqui, nesta Assembleia, é um alerta, senhores. Isso é perseguição religiosa, não tem outro nome, e a comunidade cristã precisa se posicionar. Não somente por nós, mas por outras religiões também. É inaceitável que o senhor Augusto Castro cometa tamanha arbitrariedade”, afirmou.

Samuel Junior reforçou que continuará acompanhando o caso e cobrando providências das autoridades municipais, defendendo o respeito aos direitos fundamentais e a proteção à liberdade religiosa em toda a Bahia.

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